Agentes usaram bombas de gás lacrimogêneo para conter ato em universidade; ativistas bloquearam entradas.

Manifestantes e policiais entram em confronto em Hong Kong Reuters/Adnan Abidi Um novo protesto que tomou as ruas de Hong Kong acabou em violência neste domingo (17).

A polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que revidavam com bombas de gasolina.

Os confrontos explodiram durante a noite e continuaram pela manhã. Os ativistas bloquearam as entradas do campus da Universidade Politécnica de Hong Kong, em Kowloon, e também impediram o acesso a um túnel importante.

Os protestos dos últimos dias paralisaram as principais universidades da região.

Várias aconselharam, inclusive, seus alunos a deixar rapidamente o local e a voltar ao seu países. Policiais e manifestantes entram em confronto em Hong Kong Reuters/Athit Perawongmetha Polícia lança jato de tinta azul contra manifestantes Reuters/Thomas Peter Onda de protestos Os protestos antigovernamentais vêm ocorrendo há mais de cinco meses na região administrativa especial chinesa.

Os manifestantes criticam, entre outras coisas, a crescente influência da China na antiga colônia britânica.

Desde o retorno à China, em 1997, Hong Kong é governada de forma autônoma sobre o princípio "um país, dois sistemas". Os manifestantes pedem eleições livres, uma investigação independente da violência policial, além de liberdade para os mais de 4 mil presos.

Entre as reivindicações está também a renúncia da chefe de governo de Hong Kong, Carrie Lam, que acusada de ser pró-China.